domingo, 11 de setembro de 2016

ELOS






Olá querid@s,
Vou seguindo nessa onda de vida mediada pela internet, em alguns casos pode ser muito perigoso. Este conto, veio a partir das preocupações que envolvem pais de adolescentes que ainda se aventuram pelo mundo dos relacionamentos virtuais. Enjoy!




ELOS
Eram amigas inseparáveis, duas adolescentes de 15 anos. Tinham muito em comum: nasceram no mesmo dia e mês, com meia hora de diferença, suas mães tornara-se amigas durante o pré-natal e assim seguiram depois que as bebês nasceram. Uma era ruiva, sardenta e tinha os olhos verdes; a outra era negra, tinha os cabelos crespos e olhos castanhos. Mas não havia diferenças entre elas, estudavam na mesma escola, na mesma sala, sentavam uma ao lado da outra. Tratavam por tia as mães uma da outra. Não se largavam, era como a corda e a caçamba ─ como se diz por aí ─ exatamente por terem tanta proximidade, às vezes, surgiam pequenas discussões e briguinhas desnecessárias, mas não duravam muito. Faziam as pazes e prometiam não brigarem nunca mais. Todos diziam que elas eram “almas-irmãs”, e as meninas adoravam ouvir isso e completavam: “─ Somos gêmeas”, e riam até não poder mais.
Criaram uma conta conjunta no facebook, postavam fotos, comentavam postagens alheias, combinavam saídas, adicionava ou excluíam pessoas que lhes interessavam ou não. Dessa forma, conheciam as mesmas pessoas e marcavam os mesmos programas, descobriram muitos “amigos” via face ─ ou assim pensavam. Certa tarde, a garota ruiva saiu de casa e deixou um bilhete para a mãe dizendo que estaria na casa da tia preta; por outro lado, a menina negra saiu de casa dizendo para a mãe que estaria na casa da tia branca…
Faz três anos que as “mães-amigas” se juntam a outras “amigas – mães”, toda semana na escadaria da igreja em busca de notícias das filhas desaparecidas, desta vez mandaram confeccionar um banner com as fotos das meninas inseparáveis.



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